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| Escrito por Neto |
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Festival de música independente mobiliza 82 cidades sul-americanas, projetando artistas e bandas que lutam por espaço para apresentar seu trabalho. Dias 27 e 28 Guaxupé entra na festa.
Criado como alternativa para a programação do carnaval, o Grito Rock acabou se tornando o maior festival integrado da América Latina. Com o crescimento, extrapolou em muito a época de sua realização, pois começou em 22 de janeiro e termina somente no dia 28. Ao todo, participarão 78 cidades do país, além de Buenos Aires e Córdoba (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Santa Cruz de La Sierra (Bolívia). Nesse processo, Minas Gerais vem ampliando sua participação. Este ano, será o estado com o maior número de cidades a integrar o calendário: 14, com a agenda de shows começando sexta-feira em Uberlândia. Em BH, o Grito Rock será realizado no bar A Obra na semana da folia. Para democratizar o acesso das bandas, a programação foi montada por meio do site Toque no Brasil, em que puderam se inscrever os interessados em participar do circuito independente, que agrega festivais, coletivos e casas de show de todo o país. Em apenas 10 dias, foram recebidas 2,5 mil inscrições – 600 aceitas. Produtor do Grito Rock, Talles Lopes, de Uberlândia, chama a atenção para as atrações mineiras – além dos grupos do estado, 20 bandas de fora vão se apresentar por aqui este mês. Entre elas estão Dom Capaz, Vandaluz, Os Patto e Enne (todas de Minas), além de Johnny Hooker & Candeias Rock City (Pernambuco), Gigante Animal (São Paulo) e Veniversum (Mato Grosso). PIONEIRO “Minas é o estado que tem o maior número de coletivos integrados. Isso é decorrência do pioneirismo na articulação do interior”, afirma Talles. Essa articulação, de acordo com ele, é um laboratório que se pretende levar para a rede nacional. “Terminamos o ano com R$ 1,5 milhão em projetos aprovados pela lei estadual. Esperamos que mais festivais e coletivos participem”, completa. O Grito Rock, na verdade, inaugura a agenda do circuito Fora do Eixo, rede que agrega pontos em todo o país que têm como interesse comum a distribuição, circulação e sustentabilidade de artistas, bandas, produtores e todo o meio que gravita em torno da música independente. Além do festival deste mês, estão previstos 10 eventos do gênero, que serão promovidos no estado de junho a outubro, bem como turnês mensais de várias bandas. Talles Lopes chama a atenção para a articulação dos artistas. Segundo ele, o que ocorre em cidades do interior ainda não foi efetivado na capital. “Até os anos 1990, Belo Horizonte teve artistas que se projetaram nacionalmente fazendo uso da lógica anterior, das grandes gravadoras. Desde 2005, quando venho à cidade, identifiquei dificuldade grande de os músicos daqui entenderem que o mercado está sendo reconstruído. Hoje, existe uma nova lógica”, observa. O produtor acredita que 2010 será definidor para a música mineira. “Temos a melhor música do Brasil, o melhor sistema de financiamento público e ainda um programa de posicionamento (o Música Minas). Mesmo assim, não estamos conseguindo ver os artistas de Minas circulando nacionalmente. A médio prazo, isso será cobrado”, conclui. GRITO ROCK MINAS O festival começa sexta-feira, em Uberlândia, e termina no dia 28, em Divinópolis e Guaxupé. Também participam Uberaba, Montes Claros, Ipatinga, Patos de Minas, Lavras, Ribeirão das Neves, Itabirito, Poços de Caldas, Vespasiano e Sabará. Em BH, o Grito Rock será realizado entre os dias 10 e 16. Veja a programação completa no site gritorock.com.br |



